sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ciclo de Conferências “Encontros com a História: Religiões e Sociedades em África”


Realiza-se de 27 a 30 de setembro de 2016, entre as 18h00 e as 20h00, no Camões, Centro Cultural Português em Maputo, um ciclo de conferências subordinado ao tema: 

“Religiões e Sociedades em África”

Trata-se de uma iniciativa organizada em parceria entre a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo.


O Ciclo de Conferências 12º “Encontros com a História” tem por objetivos: apresentar resultados de projetos desenvolvidos por docentes, investigadores e especialistas sobre esta temática; promover a troca de ideias e o debate científico entre especialistas e professores moçambicanos e portugueses; produzir textos que possam ser incorporados nos currículos e programas de ensino e de apoio a estudantes universitários.

A temática Religiões e Sociedade é de grande atualidade, abarcando, fundamentalmente, as componentes política e cultural, aquelas que mais suscitam mudanças de mentalidade e mutações sociais que sempre ocorrem em processos complexos de reajustamento das relações sociais. As religiões, questão eminentemente cultural está hoje na ordem do dia.

O campo de estudos é definido com uma certa amplitude por forma a cobrir temas como o papel das religiões, religião e liberdade, religião e cultura, as relações inter-religiões e entre religiões e poder, os modos de pensar e sentir o mundo, a diversidade das culturas e o respeito pelo outro, a religião e os conflitos de identidade, entre outros.

Participam como conferencistas no colóquio os investigadores e académicos moçambicanos Severino Ngoenha (Reitor-UdM), Teresa Cruz e Silva (CEA-UEM), Chapane Mutiua (CEA-UEM), Alberto Ferreira (FF-UEM), Sheik Said Habib e Aurélio Rocha (FLCS-UEM), e os investigadores portugueses Fernando Florêncio (Universidade de Coimbra) e Augusto Nascimento (Centro de História/Universidade de Lisboa).





quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Lançamento

No século 8, quando o rei tibetano Trisong Detsen convida o reitor da Universidade de Nalanda, na Índia, para estabelecer residência no Tibete e organizar os estudos dos ensinamentos de Buda, começa a se formar um grupo de pensadores e tradutores que fariam florescer e prosperar o pensamento filosófico em solo tibetano. 

Os trabalhos desses e de outros filósofos de orientação budista são abordados no livro: Introdução à Filosofia Budista, da pesquisadora Ana Paula Martins Gouveia, publicado pela Editora Paulus.

A produção do livro teve origem no trabalho de pós-doutorado "O Ornamento do Caminho do Meio: uma lógica filosófica das possibilidades comunicacionais ainda pouco explorada", conduzido por Gouveia, com apoio da FAPESP, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisadora também recebeu da Fundação duas Bolsas Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE): uma para a University of California Santa Barbara, nos Estados Unidos, e outra na École Pratique des Hautes Études, em Paris, na França.

Uma das etapas do estudo consistiu na tradução e no estudo da obra do filósofo indiano Shantarakshita (725 – 788) sobre o Caminho do Meio, termo que Buda usou para descrever um importante princípio orientador da prática budista, relacionado à análise da percepção da realidade e à compreensão de todos os fenômenos como elementos compostos, desprovidos de uma existência inerente, segundo Gouveia. 

“A partir dessa pesquisa, surgiu a oportunidade de apresentar, de forma introdutória e contextualizada, as bases que constituem os pilares da filosofia budista, trazendo à tona um universo de conhecimentos oriundos do pensamento filosófico indiano e tibetano que, em geral, são tratados de forma bastante simplista ou pouco aprofundada tanto pelo ambiente acadêmico brasileiro como pelo público geral. O objetivo é resgatar esse pensamento a partir dos textos originais, em primeira mão, e ajudar a tornar esse conhecimento milenar acessível”, disse.

Além de explicar os fundamentos básicos da filosofia budista e oferecer um panorama das diferentes escolas filosóficas deles derivadas, o livro conta a trajetória de Buda e narra seus primeiros questionamentos. A partir daí, percorre as obras de grandes filósofos dessa tradição, como Je Gampopa (1079 – 1153), Sakya Pandita (1182 – 1251), Künkhyen Longchenpa (1308 – 1364) e Je Tsongkhapa (1357 – 1419).

“O budismo tem uma história de mais de 2.500 anos, ao longo dos quais a filosofia foi sendo desenvolvida em diferentes contextos e com uma grande pluralidade cultural e linguística. Falar de filosofia budista é uma tarefa tão árdua quanto tratar, por exemplo, de toda a filosofia elaborada no Ocidente”, disse Gouveia.

O livro se concentra, então, em apresentar os tópicos centrais que permeiam a filosofia. Para isso, são abordados a vida de Buda e seus principais ensinamentos, como as Quatro Nobres Verdades, relacionadas ao sofrimento, sua natureza, sua origem, sua cessação e o caminho que conduz a essa cessação.

São apresentadas, ainda, questões centrais do pensamento filosófico budista surgidas das chamadas quatro visões que o jovem Sidarta Gautama, o Buda, teve durante as primeiras vezes em que deixou seu palácio: a de um idoso, representando a velhice; a de um doente, relacionada à vulnerabilidade do bem-estar físico e mental; a de um cadáver, significando a morte; e a de um asceta, representando a possibilidade de renúncia das condições de sofrimento evidenciadas pelas visões anteriores.

De acordo com Gouveia, tais visões levaram o jovem Sidarta a buscar respostas mais profundas sobre o mundo em que vivemos, “rompendo com um estado de acomodação tão frequente em nossas vidas”.

“Essas visões servem como indicativos dos primeiros passos traçados para que pudesse surgir aquilo que mais tarde foi denominado de budismo e a filosofia que dele se originou. Mas o que de fato buscava o futuro Buda? E quão diferente dele somos nos dias de hoje? Não serão esses mesmos questionamentos tão preciosos para nós quanto foram para ele? Quantos de nós sinceramente já nos interrogamos sobre a morte, inevitável, que nos espera?” Sobre esses pilares começou a se fundamentar a filosofia apresentada pelo livro, de acordo com a autora.

Introdução à Filosofia Budista foi lançado na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no dia 27 de agosto, e terá outros dois lançamentos na capital paulista: no dia 23 de setembro, às 12h30, na Livraria Paulus (Praça da Sé, 180), e no dia seguinte (24), às 18h, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915).

Introdução à Filosofia Budista
Autora: Ana Paula Martins Gouveia
Editora: Paulus
Lançamento: 2016
Páginas: 352






sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Convite

1º Simpósio de Religiões da Amazônia Sul Ocidental e 3º Colóquio de Religiões e Campos Simbólicos nas Amazônias Brasileira, Peruana e Boliviana



A coordenação do 1º Simpósio de Religiões da Amazônia Sul Ocidental e 3º Colóquio de Religiões e Campos Simbólicos nas Amazônias Brasileira, Peruana e Boliviana comunica que estão abertas as inscrições da comunidade acadêmica e estudantil para os eventos, que ocorrerão entre os dias 19 e 22 de Setembro.

As inscrições para minicursos e envio de apresentação oral para os grupos de trabalho (GTs) estão abertas até o dia 15 de setembro e podem ser feitas pelo 




Convite